domingo, 18 de dezembro de 2011

Segredos, experiências que nos tornam únicos


Engano de quem pensa que conta seus segredos ou de quem pensa que sabe dos segredos do outro.
Nem os mais hábeis psicólogos e ou psicanalistas sabem, pois nossas confidências mais íntimas fazem parte da individualidade de cada um de nos.
Sigilos que nos tornam únicos, ferramentas na nossa própria mutação em vida. Somos livres, mutáveis, autônomos, responsáveis dos nossos segredos.
Acordar a cada dia torna-se possível sermos melhores ou piores que antes. No despertar vivemos "despertamentos" na busca da nossa própria perfeição. Somos parte da infinita natureza do universo, das ilimitadas formas de seres. Somos únicos em si e uno no universo.
Diante do olhar do outro somos as especificações que cabem a ínfima mente que nos limita e limitamos. Somos o que ela nos enxerga ou pensa que sabem de nós, dos nossos segredos.
Esta propriedade de iludir ou de se enganar é cultural, faz parte do processo de "educação social”, dos sistemas de educação.
È comum dizermos que vamos segredar a alguém com exclusividade, cumplicidade. Pode ser até verdade, que contamos partes ou pequenas partes destes segredos. Não contamos nossos verdadeiros, por muitos serem inacessíveis, que nossa poca memória não permite liberar ou a lembrança ou a existência estão fora do alcance do consciente.
Das lembranças da infância uma das poucas e talvez a mais importante seja dos meus escritos, dos garranchos de poemas, pensamentos pessoais, histórias das pessoas que via e ouvia escondidas numa casa de oito irmãos de alguns poucos metros quadrados. Foi lá que aprendi o quanto éramos diferentes, como nossos segredos eram criados, construídos e o quanto era importante guardá-los cuidadosamente para a minha existência.
Na escola como aluna e/ou professora aprendi que em nome do conhecimento é permitido muito, até criar desde que seja na perspectiva de seus próprios projetos de marketing repetitivos, muitas vezes desrespeitando crianças e adolescente na exposição das suas diferenças, com seus ditos mestres frustrados na limitação do entendimento. E o ciclo de destruição da privacidade do ser que não se completa por nascermos com a capacidade de guardar nossos segredos que nos tornam únicos na natureza.


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